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Abramo, Alcione: Ensino criativo de história do Brasil - colônia. São Paulo: Editora do Brasil, 10th ed., repr. [10. Aufl., Nachdr.], 1976, 42–43.

"Unsere Ursprünge in der Vergangenheit"


[p. 42]

O terceiro e último elemento na formação de nossa etnia foi o negro , vindo da Africa a partir de 1550. [...]

[...]

[depiction of men doing Capoeira]

Capoeira

[p. 43]

[depiction of a slave being tortured]

Castigo de escravo.

[...]

Os escravos provinham de várias regiões da Africa, sobretudo das colônias portuguesas e pertenciam a nações diferentes: bantos, congoleses, angolanos, sudaneses, ierubas e gêges. De uma maneira geral, possuíam uma cultura mais evoluída que a cultura de nossos indígenas: conheciam o trabalho da lavoura, a criação do gado, o artesanato de metais como o cobre e o bronze, a fundição e a mineração. Eram artistas habilidosos, executando estatuetas de madeira e metal e pinturas em tecidos ou madeira. Alguns grupos, como os iorubas e os malês tinham entrado em contato com os árabes, adquirindo conhecimentos bastante avançados, inclusive da escrita. A maior parte destes, radicaram-se na Bahia.

Tal como nossos indígenas, os africanos em seu país de origem eram organizados em tribos, espalhados em aldeias. Os membros de uma aldeia eram aparenta-

dos e havia também um chefe guerreiro, e um chefe religioso. As decisões importantes ficavam a cargo dos mais velhos da aldeia, ou da tribo que se reuniam em forma de conselho.

Sua religião, seus costumes, danças, músicas, cantos e alimentos acabaram por fundir-se com a cultura trazida pelos portugueses, tal como a indígena. Dessa mistura resultou a cultura brasileira, que é rica e variada, devido às influências dessas três raças.

Quanto à fusão racial, do cruzamento entre brancos e indígenas resultou o mameluco , do cruzamento entre negros e indígenas, resultou o cafuzo e do cruzamento entre brancos e negros resultou o mulato .

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